A consultoria Gartner, como de costume, anunciou quais as tendências tecnológicas para 2021. Embora os pontos destacados já sejam realidade em algumas empresas, principalmente após o ano de 2020, eles devem nortear a estratégia de outras tantas. As tendências, divididas em três blocos diferentes, destacam a necessidade das empresas em demonstrar plasticidade organizacional para compor o futuro.

As nove tendências destacadas pelo Gartner são: Internet de comportamentos (Internet of Behaviors), Experiência Total (Total Experience), Privacy-enhancing computation, Distributed Cloud, Anywhere operations, Cybersecurity mesh, Intelligent composable business, Engenharia de Inteligência Artificial e Hiperautomação.

Como quem trabalha diretamente com o Workplace e as suas consequências diretas na estratégia corporativa como um todo, acho importante destacar algumas delas e explorar o tema de maneira aprofundada, principalmente para fomentar o diálogo, que é tão necessário, para imaginar o futuro do ambiente de trabalho. Então, estou dando início uma série de textos para cumprir esse objetivo e conto com a colaboração de vocês para esse diálogo.

Hoje, com a confluência do mundo digital e do mundo físico, estamos mais do que cientes de que dados sobre nós estão sendo coletados constantemente. A grande questão é que hoje, muitas vezes os dados coletados, não são combinados e usados para oferecer insights. No entanto, em 2023, eles preveem que as atividades individuais de 40% da população global serão rastreadas digitalmente para influenciar nosso comportamento.

A chamada Internet of Behavior ou Internet de Comportamentos é uma extensão da Internet das Coisas (IoT), ela utiliza como base a IoT, que coleta dados e oferece informações valiosas, e por sua vez cruza uma série de informações, que geram insights e conhecimento. A IoB pode reunir, combinar e processar dados de muitas fontes diferentes e conta com uma sofisticação cada vez maior. Vamos pensar no Workplace.

Quando falamos em hot desking, sob a ótica de Facilities, é comum em alguns escritórios existir alguns postos de trabalhos e salas de reunião com poucos agendamentos. Como a base de informação era reduzida e não integrada, realizar análises sobre o porquê isso acontecia e desenvolver estratégias para uma maior uniformidade era um desafio imenso.

Hoje, uma plataforma como a oferecida pela Wiser integrando vários pontos de dados, rastrear e relacionar informações se torna muito mais simples e intuitivo. Não só para quem realiza a gestão do ambiente, como para quem utiliza os espaços. Contudo, a IoB tem implicações éticas e principalmente de segurança. As políticas de privacidade, que variam de empresa para empresa, terão um grande impacto na adoção e escala do IoB. Como você enxerga isso acontecendo na sua empresa?

 

Texto publicado por Bruno Justo em seu Linkedin

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