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Indicadores de manutenção: conheça os 5 principais

KPIs de manuenção industrial

A manutenção industrial passou por uma transformação significativa nos últimos anos. O que antes era visto como uma área reativa, acionada apenas quando algo quebrava, hoje ocupa um papel decisivo na eficiência operacional, no controle de custos e na confiabilidade dos ativos.

Nesse novo cenário, os indicadores de manutenção deixam de ser apenas números operacionais e passam a sustentar decisões estratégicas. São eles que permitem entender onde estão os gargalos, quais ativos representam maior risco e como a manutenção impacta diretamente o resultado do negócio.

Mais do que acompanhar dados, o desafio atual é interpretá-los corretamente e transformá-los em ação. Continue lendo e entenda!

Mas afinal, o que são indicadores de manutenção?

Indicadores de manutenção são métricas utilizadas para avaliar o desempenho da gestão de manutenção, a confiabilidade dos equipamentos e o impacto das falhas na operação.

Na prática, eles permitem responder perguntas essenciais, como:

  • Os ativos estão falhando com frequência?
  • Quanto tempo a operação fica parada após uma falha?
  • A manutenção está mais preventiva ou corretiva?
  • O custo de manter determinados equipamentos ainda é viável?

Sem indicadores bem definidos, a manutenção tende a operar de forma reativa, guiada pela urgência do dia a dia e não por dados confiáveis. Com indicadores consistentes, a gestão ganha previsibilidade, priorização e clareza na tomada de decisão.

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Os 5 principais indicadores de manutenção

1. MTBF – Mean Time Between Failures

O MTBF indica o tempo médio entre falhas de um equipamento. Ele é um dos principais indicadores de confiabilidade dos ativos.

Quanto maior o MTBF, maior tende a ser a estabilidade do equipamento. Por outro lado, a redução desse indicador costuma sinalizar falhas recorrentes, desgaste excessivo ou falhas no plano de manutenção.

Fórmula: MTBF = Tempo total de operação ÷ Número de falhas

Esse indicador é amplamente utilizado para priorizar ativos críticos, identificar padrões de falha e embasar decisões de substituição ou retrofit.

2. MTTR – Mean Time To Repair

O MTTR mede o tempo médio necessário para reparar um equipamento após uma falha.

Esse indicador está diretamente ligado à eficiência da manutenção corretiva e ao impacto das falhas na produção.

Fórmula: MTTR = Tempo total de manutenção corretiva ÷ Número de intervenções

MTTR elevado pode indicar falta de peças sobressalentes, baixa padronização dos processos, dificuldades de comunicação ou necessidade de capacitação técnica. Reduzi-lo significa diminuir o tempo de parada e aumentar a disponibilidade operacional.

3. Disponibilidade dos equipamentos

A disponibilidade mostra quanto tempo o equipamento esteve realmente disponível para operar, considerando falhas e paradas.

Fórmula: Disponibilidade = (Tempo disponível ÷ Tempo total) × 100

É um dos indicadores mais estratégicos, pois conecta diretamente manutenção e operação.

Muitas empresas analisam tanto a disponibilidade física, ligada a falhas técnicas, quanto a disponibilidade operacional, que considera paradas por processo, setup ou ausência de operador.

4. Índice de manutenção preventiva

Esse indicador mede a relação entre atividades preventivas e corretivas dentro da manutenção.

Fórmula: % Preventiva = (Horas de preventiva ÷ Total de horas de manutenção) × 100

De forma geral, operações mais maduras buscam manter a manutenção corretiva abaixo de 30%, priorizando ações preventivas e preditivas. 

Quando a corretiva domina, a manutenção tende a operar em modo de emergência, com maior risco de falhas inesperadas.

5. Custo de manutenção

O custo de manutenção consolida o impacto financeiro da área, incluindo mão de obra, materiais, peças, serviços terceirizados e o efeito das paradas produtivas.

Um indicador amplamente utilizado é a relação entre o custo de manutenção e o valor de reposição do ativo. Ele ajuda a responder uma pergunta estratégica: faz mais sentido continuar mantendo ou substituir o equipamento?

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O que não fazer ao acompanhar indicadores de manutenção

o que não fazer manutenção industrial

Apesar da importância dos indicadores, alguns erros são comuns e comprometem sua eficácia:

  • acompanhar muitos indicadores sem análise crítica;
  • medir apenas o que é fácil, e não o que é relevante;
  • usar indicadores apenas para justificar falhas passadas;
  • não relacionar dados com risco, custo e impacto operacional;
  • não definir uma rotina clara de acompanhamento.

Indicadores só geram valor quando conduzem à decisão e à ação.

Conclusão

Os indicadores de manutenção são fundamentais para transformar a manutenção em uma área mais estratégica, previsível e alinhada aos objetivos do negócio. Eles permitem sair do modo reativo, antecipar falhas e tomar decisões baseadas em dados confiáveis.

Nesse contexto, soluções como a Wiser desempenham um papel essencial ao estruturar a gestão da manutenção, centralizar informações, organizar planos e garantir a confiabilidade dos indicadores. 

Com dados consistentes e visibilidade da operação, a manutenção deixa de ser apenas operacional e passa a contribuir diretamente para a eficiência e a sustentabilidade do negócio.

Perguntas frequentes

1- Quais são os principais indicadores de manutenção?
MTBF, MTTR, disponibilidade, índice de manutenção preventiva e custo de manutenção.

2- Quantos indicadores de manutenção devo acompanhar?
Entre 5 e 10 indicadores bem definidos costumam ser suficientes para uma boa gestão.

3- Qual indicador é mais importante?
Depende do objetivo, mas disponibilidade e MTBF são, geralmente, os mais estratégicos.

4- Manutenção preventiva elimina falhas?
Não elimina completamente, mas reduz significativamente falhas inesperadas e aumenta a previsibilidade.

5- Esses indicadores se aplicam apenas à indústria?
Não. Eles também são utilizados em facilities, hospitais, shoppings, data centers e qualquer operação que dependa de ativos físicos.

 

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